segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Novidades corinthianas

O zagueiro Chicão, contratado junto ao Figueirense por um valor não divulgado, foi apresentado nessa segunda-feira à imprensa e à torcedores do Corinthians. Chicão, 27 anos, fez uma ótima temporada no Figueira e chega para tentar dar um jeito na defesa alvinegra. Além dele, Mano Menezes disse esperar contar com William, ex- Ipatinga e Grêmio, titular de Mano na campanha gaúcha de 2007.

FELIPE

São Felipe, arqueiro corinthiano, recusou a proposta de renovação feita pelo clube na última semana. O jovem goleiro e seus procuradores entendem que a proposta é baixa, tendo em vista a grande valorização que o goleiro teve no último brasileirão, onde por pouco não salvou a equipe do rebaixamento.

O aumento para Felipe é o preço que o Corinthians pagará por super-valorizar o atleta frente a mídia e seus torcedores, além também de pagar um salário astronômico para Mano Menezes, seu novo treinador. Assim sendo, os principais jogadores da equipe também se julgam no "direito" de receber um salário mais alto, o que pode prejudicar a equipe, que corre até mesmo, porque não, o risco de não renovar com Felipe, seu principal atleta.

Além disso, os altos salários que pagará a Felipe, Mano e até mesmo a Chicão - que não foi contratado pelo São Paulo, segundo Muricy Ramalho, porque era um jogador muito valorizado e caro - podem gerar um clima ruim com os demais jogadores do elenco, na maioria muito jovens, que não ganharão nem 5% do que ganhará Mano, o comandante.


Pelo menos o nivel técnico da Série B é baixo, o que deve garantir ao Corinthians, mesmo bagunçado, o acesso em 2008.

Mais um na barca

Não é perseguição, mas já está o Vasco novamente como notícia aqui no Futbusiness. Não tem jeito, Eurico e companhia me provocam.

Seguindo seus altos e baixos para contratar, o Vasco pode anunciar nos próximos dias, a pedido de Romário, seu novo treinador, a contratação do experiente meia Beto (foto), com inúmeras passagens pelo futebol carioca, além de algumas convocações para a Seleção Brasileira.

O jogador, atualmente com 32 anos, teve o Brasiliense como seu último clube. Sumido dos principais clubes brasileiros e rejeitado pela fama de baladeiro que ganhou durante a carreira, Beto é amigo de Romário, com quem jogou em 2002, no Fluminense.

Então, vamos esperar o próximo a chegar em São Januário. Depois de "bem" contratar o chileno Carlos Villanueva, pode vir aí o Beto. Só falta agora aparecerem Marcelinho Carioca e Viola na colina.

Imagem: netvasco.com

Bayern de Munique brasileiro?

Administração do São Paulo F.C. o coloca muito a frente dos demais.

Classificado para a Libertadores após boa campanha no nacional de 2004. Campeão da Libertadores em 2005. Campeão Mundial de 2005 após vencer o Liverpool em épica partida. Bi-campeão brasileiro em 2006 e 2007. Tudo isso em apenas quatro anos (Três anos se pensarmos só nos títulos).

Não existe segredo para o tricolor paulista. Existe trabalho, seriedade, profissionalismo e ambição. Inteligência para planejar e esperteza para aproveitar os bons resultados.


Extremamente bem estruturado, sempre lutando por títulos e com dinheiro em caixa, o São Paulo é hoje alvo de cobiça de quase todos os jogadores brasileiros.

Nesses
anos citados no início do texto, uma coisa podemos identificar: a base da equipe é a mesma. Não literalmente os jogadores. Esses não podem ser os mesmos, já que no futebol de hoje as oportunidades de transferência para clubes europeus são inúmeras para jogadores até mesmo medianos.

A base que me refiro é de trabalho, de filosofia e, em algumas vezes, até dentro de campo. O estilo de jogo é o mesmo: quase sempre o 3-5-2, com variação para o 4-4-2 acontecendo pela qualidade e "flexibilidade" de seus jogadores. Mas o que nos interessa é o trabalho feito fora de campo.

Cargos bem definidos, nenhum dirigente querendo aparecer mais que os outros, ninguém se vangloriando de algo feito individualmente, metas traçadas de maneira clara e estratégias corretas adotadas para alcançar essas metas. E claro, o trabalho não vem sendo bem feito de agora. Já são quase 20 anos de sequência e atitudes coerentes.

Tudo isso faz com que alguns, como Paulo Vinícius Coelho, um dos mais respeitados comentaristas do país, digam que a tendência é o São Paulo se firmar como o "Bayern de Munique brasileiro". Pode até perder um título ou outro, pode sofrer uma ou outra derrota inesperada, mas estará sempre nas cabeças e será sempre favorito nas competições que entrar.

Concordo com isso. O trabalho por lá é muito bem feito e os demais clubes brasileiros não conseguem nem chegar perto em termos de gestão de futebol. Alguns pareciam que conseguiriam chegar lá, como Cruzeiro, Atlético Paranaense, Internacional e Santos, mas mesmo com boa estrutura, ainda estão distantes. O Inter, talvez, esteja mais perto que os demais.

Recomendo que todos acompanhem o Dossiê Sportv que está no ar desde a última semana sobre a administração do São Paulo F.C. Recomendo também assistir à repetição do programa Juca Entrevista, da ESPN, onde Kfouri entrevista Juvenal Junvêncio (foto), presidente tricolor.

E que não venham dizer que o futebol brasileiro ficará sem graça se apenas um grande clube o dominar. Nos esportes, normalmente, vence o melhor, e as repetidas conquistas do São Paulo são a prova disso.

Falando das conquistas tricolores, vale lembrar como foi a final do mundial em 2005:

domingo, 9 de dezembro de 2007

Mudanças não param

Impaciência e falta de visão fazem dirigentes brasileiros mudarem " a cara" de suas equipes ano após ano. Em alguns casos, as mudanças acontecem de 6 em 6 meses.

Curioso é ver como eles não aprendem. Não que dirigentes tenham que ser passivos à campanhas ruins de seus clubes, mas devem, antes de cobrar grandes resultados, como sempre fazem, analisar do que aquela equipe é capaz e aí sim traçar objetivos.

É como ver Dorival Júnior, treinador celeste, ser mandado embora do clube na última semana. Dorival chegou para o Cruzeiro após a trágica perda do estadual para o rival Atlético, incluindo aí uma vexatória goleada de 4 x 0 em uma das partidas decisivas. Dorival chegou, aos poucos ajeitou o time e o classificou para a Libertadores. Durante a competição, chegou a ameaçar o "todo poderoso" São Paulo. A diretoria diz que a demissão é resultado da inexperiência do treinador, mas a queda de rendimento a partir do meio do 2º turno que influenciou na decisão.

Mas antes de julgar, por que não colocar os pés no chão? O Cruzeiro é o mais fraco entre os brasileiros classificados para a Libertadores.É uma equipe com uma defesa extremamente inexperiente e que não possui em seu elenco jogadores que tenham conquistados títulos relevantes por outros clubes. A vaga na Libertadores, nesse contexto, é uma conquista. Mas para a direção, erroneamente, é pouco, e o treinador acabou pagando o pato.

O mesmo se vê na outra equipe de BH, o Atlético. Leão foi contratado a peso de ouro durante o campeonato, quando o Galo começava a ser incomodado pela "parte de baixo" da tabela. Ganhando R$ 300 mil por mês - segundo informações da imprensa mineira - Leão deu uma identidade ao time e o manteve invicto nos dez últimos jogos do campeonato, conquistando uma vaga para a Sul-Americana e animando os torcedores para 2008.

Alegando não ter capacidade de seguir pagando esse alto salário para Leão, o Galo não renovou com ele e acertou nessa semana a contratação de Geninho, contestado pela torcida. E aí vem a pergunta: se o clube não teria como manter Leão para 2008, por que é que o contratou no meio de 2007? Que planejamento é esse que conta, antecipadamente, com o gasto de R$ 1,5 milhões para um treinador que ficará no clube por menos de 6 meses? E pra que gastar tanto dinheiro com um treinador que sequer continuaria na equipe?

Não dá pra entender essas coisas. Mudanças são necessárias, claro, mas nem sempre. E por mais um ano, torcedores brasileiros, incluindo os citados cruzeirenses e atleticanos, terão uma equipe "com cara nova" em 2008.

sábado, 8 de dezembro de 2007

São Paulo sempre à frente

Tricolor leva destaques do Botafogo na temporada.

Anos-luz à frente de seus adversários brasileiros, o São Paulo segue navegando em águas calmas para 2008. O clube, que já havia acertado a contratação do ala-direito botafoguense Joílson, acertou também, na última madrugada, contrato com o xerifão Juninho, capitão do Fogão na temporada 2007.

Juninho, zagueiro firme - é considerado por alguns, como PVC, o melhor líbero do futebol nacional - se disse empolgado com a possibilidade de disputar e conquistar a Taça Libertadores em 2008.

A contrataçãod e Juninho aumenta os boatos sobra a possível saída do jovem Breno. O garoto, atualmente na Seleção Olímpica, é cobiçado pelo Bayern de Munique.

Bebeto explica saída do capitão


O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, esclareceu, hoje pela manhã, a negociação do defensor Juninho. Bebeto informou que a empresa MFD, dona dos direitos econômicos do jogador e parceira do clube, vendeu os 50%que detinha do "passe" do jogador para o São Paulo, por um valor ainda não divulgado.

Bebeto, porém, não se diz chateado com a empresa. De acordo com ele, o grupo vem ajudando bastante o clube desde 2003, sendo parceiro na contratação dos principais jogadores alvinegros.

O Botafogo agora sai à procura de mais defensores. Além de Juninho, a equipe perdeu também para o São Paulo o também zagueiro Alex, que estava emprestado ao clube. Em compensação, foi acertada a contratação do argentino Alexis Ferrero, vice-campeão nacional pelo pequeno Tigres. A outra contratação feita pelo clube foi o retorno do centro-avante Leandrão, vice-campeão da Série B pela equipe de General Severiano em 2003.

imagens: Juninho e Joílson - arquivo Globoesporte.com
Bebeto de Freitas - arquivo Lancenet

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Lusa se reforça como pode

Ainda em dificuldades financeiras mas com a esperança de fazer boa campanha e se manter na Série A do Brasileirão no ano que vem, a Portuguesa vai se ajeitando para a temporada.

A primeira vitória foi a renovação de contrato com o treinador Vágner Benazzi, que se identificou bastante com o clube e é um dos poucos treinadores da Série A "com o time na mão" atualmente.


Após perder o lateral ofensivo Wilton Goiano para o São Caetano, a Lusa acertou nessa sexta-feira a contratação do também lateral-direito Patrício, que estava há três temporadas no Grêmio. O experiente defensor assumirá a camisa 2 lusitana na volta da equipe à elite. A equipe do Canindé anunciou também, nessa semana, a renovação de contrato do volante Dias, considerado peça importante no esquema de Benazzi.

Outra luta que a equipe enfrenta nesse tempo de especulações é para manter o talentoso avançado Diogo, titular - a princípio - na seleção olímpica de Dunga. Diogo e Leonardo, lateral-esquerdo da equipe, são assediados por clubes brasileiros e europeus, e a venda de ao menos um deles é esperada para que o clube respire um pouco mais aliviado em termos financeiros no ano que se aproxima.

Do jeito que pode a lusinha vai se ajeitando para não fazer feio em 2008.

Os dois lados das contratações do Vasco

Direção cruz-maltina erra na escolha do treinador, mas acerta ao contratar talentoso atacante chileno.

A piada, gido, notícia da contratação de Romário perdeu um pouco de seu impacto negativo com o anúncio da contratação de José Luis Villanueva, rápido atacante chileno.

Villanueva, 26 anos, jgou junto de Conca na Universidad Católica e pretende reeditar com sucesso a parceria.

Rápido e de muita movimentação, o atacante apareceu bem no início da década, especialmente no pré-olímpico de 2004. Villanueva é a primeira boa contratação vascaína para a próxima temporada. Em um time bem armado, pode ser extremamente importante e decisivo. Será que Romário, o "professor", vai ajudar?