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Polêmico vascaíno prova que com a boca fechada e muito trabalho ainda pode ser útil ao Vasco.
Na hora de criticar o Futbusiness critica. Mas tem que saber reconhecer na hora que um bom trabalho é feito. Por isso a matéria de hoje é sobre o bom trabalho feito no Vasco há duas temporadas, especialmente no que se refere aos resultados dentro das quatro linhas.
Contestado, irritante, insuportável, provocador mas competente. Assim tem se mostrado Eurico Miranda, que fez muito bem ao seu clube, nessas relativamente bem sucedidas temporadas.
Claro que vale ressaltar que outros profissionais estão mais envolvidos, agora, na administração no clube, mas continua Eurico como o "manda-chuva".
Primeiro por sair um pouco de cena. A pesada imagem do dirigente (sem trocadilhos) estava a atrapalhar o Vasco, que se via muitas vezes relegado a uma condição de inferioridade em relação a seu dirigente, fazendo do clube o "Vasco de um homem só". Além disso, muitas situações protagonizadas por ele mancharam a imagem do clube frente à investidores, à mídia e torcedores, que, em sua maioria, estavam cansados de tanta babaquice e poucos resultados.
Segundo por fazer algo que poucos clubes fazem no Brasil: confiar em seus treinadores.Com critério, escolheu os homens que dirigiriam a equipe à beira do campo - primeiro, Renato Gaúcho. Depois, Celso Roth - ambos com perfil semelhante e conhecedores dos objetivos e carências do elenco, e que tiveram tempo, tranquilidade e apoio suficiente para desenvolverem seus trabalhos.
Terceiro por fazer poucas mas boas contratações, normalmente para corrigir os setores mais fracos do time. Jogadores tidos como "bons e baratos" e que juntos têm conseguido dar ao clube uma boa colocação nos campeonatos, especialmente no Brasileirão desse ano, no qual ocupa a terceira posição.
O bom momento do Vasco tem ainda outros fatores de grande influência, como o distanciamento de Romário, que cada vez menos aparece por lá, e o crescimento técnico de alguns jogadores, especialmente do argentino Darío Conca (foto, à esquerda), grande aposta para a temporada.
É fato que não se pode esquecer das inúmeras polêmicas e cansativas aparições públicas. Também não se pode esquecer dos inúmeros processos e problemas junto à receita federal. Mas o fato é que, finalmente, Eurico voltou a fazer boas equipes no Vasco, agradando sua torcida que depois de algum tempo, está voltando a comparecer em peso à São Januário.
Em crise financeira, Corinthians teria recusado uma proposta de 2 milhões de dólares por zagueiro Zelão.
Foi veículado no início dessa semana (como mostra a imagem ao lado) que o Timão havia recusado uma proposta de 2 milhões de dólares (cerca de R$3,8 milhões) pelo zagueiro Zelão, vindo do interior após o campeonato paulista, que tem se destacado razoávelmente na defesa alvinegra.Quem disse isso foi um dos dirigentes da equipe, o polêmico Rubão, que completou afirmando que a proposta foi feita pelo Panathinaikos, da Grécia. E faço uma pergunta: ALGUÉM ACREDITA?
Zelão mal chegou ao Corinthians, e à preço de banana. É um bom zagueiro, mas não o suficiente para valer, nos dias de hoje, mais que esses R$ 3,8 milhões que teriam sido recusados pelo Corinthians. Ainda mais em tempos de vacas magras.
Esperto, Rubão deu tal informação em entrevista coletiva, ou seja, de forma que falasse para toda a imprensa esportiva que pudesse divulgar, buscando valorizar seu talentoso zagueiro, que faz surpreendentemente um bom início de campeonato pelo seu time.
E em tempos de crise, inclusive financeira, no Corinthians, a verdade é que qualquer jogador está à venda, e qualquer receita considerável será muito bem-vinda.
Que o futebol está cheio de sujeiras e mentiras, todos sabemos. Mas que dói ver uma tão escandalosa como essa, aí sim, dói demais.
Destaques do nosso futebol deixam o país rumo a times pequenos da Espanha. Futbusiness analisa situação.
Diego, pré-convocado para a Copa América por Dunga e grande destaque do Atlético Mineiro nas duas últimas temporadas, deixou o Galo rumo ao Almería, clube recém-chegado à primeira divisão do Campeonato Espanhol, por um valor especulado de 2 milhões de euros (cerca de R$ 5 milhões.
Já o volante Josué, titular absoluto do São Paulo a três temporadas e campeão da Copa América pela Seleção Brasileira, deve trocar ainda hoje (terça-feira) o Tricolor pelo Murcia, da Espanha, também recém-promovido à primeira divisão do país.
As duas transações (uma oficializada e outra ainda em negociação) me fizeram pensar: vale a pena sair de grandes clubes do país - e de nosso continente - para aportar na europa por clubes pequenos, que teóricamente apenas brigarão para se manter na elite de seu país?
O primeiro ponto é favorável: melhor jogar no Murcia ou no Almería que se trasferir para o frio e para os escondidos clubes do leste europeu, como Shaktar Donetsky, para onde foi o jovem lateral Ilsinho e onde está adormecido e selecionável Elano.
Outra vantagem é o fato que nesses pequenos clubes, os jogadores terão uma vitrine para clubes maiores do país, jogando em estádio como o Mestalla, Santiago Bernabéu e Camp Nou, o que certamente torna a transferência mais tentadora.
A principal desvantagem é o esconderijo em que se metem. Os pequenos clubes, como Murcia e Almería, praticamente não têm jogos transmitidos para o Brasil, exceto um ou outro contra os grandes. Porém, Dunga vem quebrando um pouco isso, convocando jogadores do futebol russo e ucraniano.
A única certeza que fica é que o diferença econômica e social são os principais fatores que possibilitam essa diferença. O padrão de vida na Espanha não se compara ao do nosso país, e o salário dos jogadores aumenta consideravelmente - nem tanto no caso de Josué, campeão mundial pelo São Paulo e que certamente um salário acima do padrão nacional.
Como prometido após a última temporada, equipe de Madrid monta time forte para conquistar títulos.
Forlán, Cléber Santana, Simão Sabrosa, Luis Garcia, Abbiati e por fim, José Reyes (foto) são os principais reforços do Atlético de Madrid para a próxima temporada, onde certamente terá um time mais forte que nas última temporadas. Ao menos no papel.
O Futbusiness acompanhou diretamente as negociações atleticanas com o Liverpool para a venda do "El Niño" Fernando Torres, então astro da equipe e da seleção espanhola. O atacante foi vendido por incríveis 29 milhões de euros (cerca de R$ 75 milhões). Aqui no blog afirmamos que a venda, apesar de representar a perda do principal nome do clube nas últimas décadas, possibilitaria aos Rojo y blancos a aquisição de outros grandes jogadores, aumentando o nível técnico de seu elenco e finalmente montando uma equipe com condições de brigar pelo título da liga.
Dito e feito. Com os grandes nomes contratados, a equipe se fortaleceu bastante. Promete um ataque excepcional, com Reyes, Luis Garcia, Sabrosa e Forlan, além de contar com o bom Cléber Santana no meio e ter mantido o zagueiro Pablo, titular da seleção espanhola.
As contratações de verão (europeu) do Atlético mostram que no futebol, quando não se é tão grande e milionário, como Chelsea, R.Madrid e Barcelona, muitas vezes é preciso, como disse Lenin, "dar um passo atrás para dar dois adiante", ou seja, abrir mão de seu grande talento para melhorar consideravelmente o elenco.
A próxima temporada dirá se a receita é de sucesso ou foi mais uma tentativa frustrada do Atlético.
Bola da vez é um jovem craque holandês.
Royston DRENTHE
Holandês20 anos
Clube: Feyenoord- HOL
Posição: Lateral esquerdo (também pode atuar como volante e meia-esquerda)
Ponto forte: Rápida saída de bola pelo lado esquerdo e vigor físico.
O jovem Royston Drenthe foi eleito o melhor jogador do Euro Sub-21, realizado na Holanda há dois meses. O jovem se destacou tanto que tem sido assediado por Chelsea e Real Madrid, sendo o último o mais interessado em sua contratação. Especula-se que os madrilenhos ofereceram, nessa semana, 7 milhões de euros por Drenthe, e o Feyenoord ainda não deu a resposta.
Certo é que Drenthe tem tudo para ser um dos grandes nomes do futebol europeu no futuro, um próximo futuro que deve lhe dar ainda um lugar habitual no onze inicial da Laranja Mecânica. Olho no garoto!
Arsenal desmonta "The Invincibles", vencedores da Premier League 2003/2004 e aposta em renovação.
Renovação é a palavra chave na equipe do antigo Highbury. Depois de vencer de forma invicta a Premier League na temporada 2003/2004 e ser vice-campeão da Champions League na temporada seguinte, o Arsenal vem, ano após ano, desmontando aquele incrível esquadrão, apelidado de "The Invincibles" pela mídia inglesa.
Surpreendente, a renovação vem sendo feita de forma marcante. Da equipe base campeã naquela temporada só resta o brasileiro Gilberto Silva.
Até o último verão britânico, saíram: Lauren, Cygan, Campbell, Cole (a defesa); Vieira, Pires e Ljungberg (além de Edu, reserva imediato no meio); Bergkamp (esse, aposentado), Wiltord e Reyes, opções para o ataque.
Gilberto Silva, Ljungberg e Henry eram os únicos remanecentes. Eram. Henry, mesmo tendo recentemente renovado seu contrato, se transferiu para o Barcelona em uma badalada mudança. Agora foi a vez de Ljungberg. O sueco acertou sua saída para o ambicioso mas pequeno West Ham, por 4,5 milhões de Euros (aproximadamente R$11 milhões), após 9 anos no Arsenal, e se mostrou bastante entristecido pelo fim daquele grande time dos Gunners.
"Dois anos atrás, quando assinei meu último contrato, nós conversamos muito sobre a contratação de grande jogadores para o clube. Apesar da construção do novo estádio, queríamos continuar grandes na Inglaterra e na Europa. Para mim, isso não aconteceu", disse o rápido meia em entrevista ao Skysports, deixando claro que não está confiante nessa nova equipe que vem sendo trabalhada pelo clube londrino.
A dúvida que fica é se essa renovação é idéia e vontade de Arsene Wenger, sendo tratada como natural no clube, ou se é consequência de uma certa escassez de recursos para trazer grandes nomes para a equipe, após os investimentos no novo estádio, construído em parceria com a Fly Emirates, companhia aérea que patrocina o clube.
A base para a próxima temporada é bastante jovem, com jogadores que ainda têm muito para mostrar ao mundo do futebol. Lehmann e Gilberto são os pontos de experiencia, com Fabregas, Hleb e Van Persie sendo os mais criativos e habilidosos do elenco. O brasileiro-croata Eduardo da Silva tem se destacado na pré-temporada na Austria, segundo o próprio site do clube, mas deve ser o reserva de Adebayor durante a temporada.
Se a renovação será bem sucedida ou não, só saberemos mais tarde. O que sabemos é que o Arsenal trará para a temporada 2007/2008 uma rejuvenecida equipe, que poderá permanecer no maravilhoso Emirates Stadium por muitas temporadas, como outrora fizeram Bergkamp, Henry, Ljungberg, Pires, Vieira e alguns outros. Se a qualidade e os resultados serão os mesmos, só o tempo dirá.
Meia atacante Geovanni, ex-Cruzeiro, vai para a terra da rainha jogar no Manchester City.
O versátil jogador, como destacam os jornais ingleses de hoje, acertou contrato de um ano com o City, como é conhecido seu novo time, arqui-rival do Manchester United.
Geovanni, que se desligou amigavelmente do Cruzeiro a quase dois meses, estava em período de testes no Portsmouth, também da Premier League, onde se destacou no último amistoso da equipe, que se prepara para a temporada européia.
O experiente treinador do Portsmouth, Harry Redknapp, disse que gostaria de contar com o jogador em sua equipe, mas o também rodado sueco Sven Goran Eriksson, ex-treinador do Brittish Team e novo técnico do City, foi mais rápido e contratou o brasileiro.
Geovanni chega assim à sua terceira passagem pelo futebol europeu. A primeira foi no Barcelona, quando foi contratado por $18 milhões junto ao Cruzeiro. Depois, repassado ao Benfica, atuou com algum destaque no futebol português.
Agora o já rodado jogador chega à Terra da Rainha, possivelmente para atuar como um meia pelos lados do campo, no tradicional esquema 4-4-2 utilizado por lá. Boa sorte pra ele, e que possa abrir mais portas para os brasileiros na Premier League.