quinta-feira, 30 de novembro de 2006

América Mineiro se ajeita para 2007


Depois de mais uma frustrante temporada e vendo a continuação de uma triste realidade - a disputa da série C -, a diretoria do América Mineiro vai se acertando para o próximo ano.

Nessa semana confirmou uma parceria com o Grêmio para troca de jogadores.

O atacante Douglas, mais recente revelação das categorias de base do coelho, disputará a próxima temporada pela equipe do sul (onde jogará a Taça Libertadores e a Série A do Campeonato Brasileiro, grandes vitrines no mercado internacional), enquanto três jogadores recém-promovidos dos júniores do tricolor do sul virão para o América. Esse número de jogadores pode aumentar, dependendo do aval do treinador gremista.

A parceira é interessante. Douglas está "escondido" no América, uma vitrine "barata" hoje em dia. No sul, disputará grandes competições e terá a chance de despontar, atraindo a atenção de equipes européias e, quem sabe, conseguindo uma grande transferência, o que seria a salvação para o cofre americano.

Subir para a Série B agora é uma NECESSIDADE

O América MG não apenas deseja subir para a Série B em 2007. Na verdade, o clube precisa conseguir esse acesso. Na Série C não existem as transmissões nem as cotas de televisão, o que impossibilita grandes arrecadações para os clubes.

O Coelho já está nessa terrível situação a 2 anos e agora não pode mais perder a chance de subir. Pra isso, tem que montar um time forte, manter uma base de jogadores durante a temporada e contratar os profissionais certos para compôr a comissão técnica.

Nada de repetir os erros

A diretoria não pode repetir o erro de contratar jogadores em fim de carreira, que chegam às pressas ao clube e rapdamente vão embora. A tradição do clube deve ser seguida, ou seja, deve-se apostar nos garotos promovidos da base, contratar jovens que ainda buscam espaço no cenário nacional e dar tempo e tranquilidade para que despontem.

Esperamos que 2007 seja o ano da redenção do América Mineiro, porque o tempo passa e um clube de tamanha tradição não pode "ficar pra trás" no futebol brasileiro.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Para alivio geral, Lusa escapa da Série C


No último sábado, na rodada final da Série B, aos 45 minutos do segundo tempo, com um gol de pênalti de Alex Alves, a tão querida Portuguesa de Desportos, considerada "o segundo time de todo mundo" bateu o Sport em Recife e garantiu sua permanência na série B do campeonato brasileiro.

Com isso, a Lusa, na próxima temporada, chegará a 4 anos de segundona, já que caiu em 2002. Em 2005 chegou à fase final, mas acabou eliminada e vendo a chances de voltar à elite sumir.

Crise financeira

Vivendo uma grave crise financeira desde o início da década, a Lusa "parou no tempo". Não consegue montar bons times e perde precocemente os poucos jovens talentosos que revela nas categorias de base. Os problemas aumentam como uma bola de neve.

Os erros da direção

Apesar das dificuldades, a diretoria da Portuguesa abusou de cometer erros em 2006. Contratou 70 jogadores ao longo do ano, 4 treinadores e transformaram o time em uma verdadeira bagunça.

A cada rodada o Canindé, tradicional estádio do clube, ficava mais vazio. A torcida era um misto de revolta e desilução.

O que fazer

Primeiramente, a equipe deve fazer um planejamento coerente com a sua realidade. Um clube profissional da grandeza da Lusa não pode simplesmente entrar nas competições que disputa "com a cara e a coragem", mudando de acordo com a direção do vento.

Ter um diferencial. Jogar na Portuguesa hoje não é nenhuma vantagem para um jogador profissional de futebol. Até mesmo os mais jovens, que ainda buscam um lugar no cenário nacional, preferem outras equipes, até mesmo do interior paulista, muito mais organizadas.

Seguir a tradição do clube. Fortalecer as categorias de base, valorizar os jovens revelados dando-lhes chance na equipe principal; contratar jogadores jovens e que ainda buscam afirmação no futebol e trabalhar estratégias junto a sua torcida para levá-la de volta ao Canindé, como nos bons tempos do passado da Lusa.

Com uma direção séria e dedicada, que consiga atrair investidores e respeitar as tradições do clube, poderemos voltar a ver a equipe disputando grandes títulos e revelando bons jogadores, como aconteceu na década de 90, com o espetacular Denner e a memorável final do Brasileirão de 96, quando perdeu o título para o Grêmio, com um time que tinha, entre outros: Clêmer, Zé Roberto, Zé Maria, Capitão, Gallo, Rodrigo Fabri e Alex Alves.

sábado, 25 de novembro de 2006

Esporte e Propaganda: Budweiser

A gigante americana Budweiser, do ramo de cervejas, sempre investiu em esporte.

Envolvida principalmente no automobilismo norte-americano (ainda hoje na Nascar e a alguns anos na antiga Fórmula Indy) e no futebol americano (patocinadora do Sunday Night e do Monday Night Football, que são os "jogos da tv" da rodada da NFL), a empresa busca sempre o esporte para se ligar a seus consumidores.

E aproveitando esse seu link com o futebol da terra do Tio Sam, a Budweiser criou essa belíssima peça. Inteligente, atrativa e muito criativa.

O futebol americano aparece como detalhe, já que tudo acontece nas arquibancadas. Uma propaganda que poderia se estender para o nosso futebol, caso o mercado da empresa fosse o Brasil, por exemplo.

Criações como essas poderiam existir no nosso país, tendo em vista que o futebol é bastante "massificado" por aqui. Com um pouquinho mais de criatividade, as grandes marcas nacionais que estão ligadas ao nosso esporte nº 1 poderiam fazer trabalhos assim.

Quem sabe um dia, né?

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Especial: Galo de volta à elite


No último sábado, com a vitória de 1 x 0 sobre o Ceará, em Fortaleza, o Clube Atlético Mineiro conquistou o "título" da 2ª divisão nacional, voltando assim ao lugar que condiz com a sua grandeza histórica: a elite do futebol brasileiro.

A caminhada e a administração

O início do ano do Clube Atlético Mineiro foi terrível. Inúmeras contratações, mudança na base do time e derrotas no campeonato estadual para o arqui-rival, que eliminou o Galo, mais uma vez, na semifinal. Além disso, na Copa do Brasil foi eliminado nas quartas-de-final com uma sonora goleada no Maracanã para o Flamengo, primeiro (e único) clube grande clube que enfrentou no torneio.

Muitas dispensas, início complicado na série B e veio a mudança: Lori Sandri foi demitido e Levir Culpi foi contratado para seu lugar. E após algum tempo de adaptação, os resultados vieram e o Galo se recuperou na competição, e com o apoio de sua apaixonada torcida chegou ao "título".

Um bom time (para o nível da 2ª divisão), foi montado, mas não de uma maneira bem planejada: Muitas contratações equivocadas, muitas dsspensas e por pouco o navio não afundou como em 2005. Ainda bem que alguns jogadores contratados "em barcas", como o artilheiro Marinho (contratado junto a outros que se destacaram no campeonato mineiro e já deixaram o Atlético), deram muito certo.

O marketing e a força da "massa"

Um excepcional trabalho foi feito pelo departamento de marketing do clube para a "massa", que lotou o mineirão em boa parte da campanha e fez o nome do Clube Atlético Mineiro ser repercutido em todo o país e até mesmo no cenário internacional. Pelo futebol dentro de campo, infelizmente, há muito tempo o Galo não tinha tal retorno e tamanho espaço na mídia.

A tocida merece os parabéns. Certamente, é uma das principais responsáveis pela volta do clube à elite nacional. Deu seguidos shows no mineirão, batendo recordes de público e motivando os jogadores. Hoje, graças a essa força da torcida, o clube volta a ser objeto de desejo dos jogadores. Há muitos anos os principais atletas do país pareciam desprezar o Atlético, que sempre aparecia na mídia como "um clube que não pagava em dia".

Porém, fica a ressalva para a apaixonada torcida: não se esqueça das humlhações e das vergonhas que alguns fizeram com o Atlético. Más administrações passaram pelo clube ao longo de muitos anos, e uma delas é a atual, com algumas exceções, como o Ziza Valadares, diretor de futebol, que apesar de estar longe de ser unânimidade, pegou o navio afundando e melhorou bastante a situação.

O título da 2ª divisão não condiz com a história, tradição e torcida do clube. O Clube Atlético Mineiro, de Reinaldo, Darío, Éder, Cerezo, João Leite e companhia, merece muito mais que isso, e a torcida e a diretoria têm que estar conscientes disso.

Para que possa voltar a ser o "Galo Forte e Vingador", muita coisa ainda deve ser feita. Felizmente, muitas já estão prontas.

O clube hoje tem um ótimo Centro de Treinamento (a Cidade do Galo), com estrutra muito boa para as categorias de base e para os profissionais. Tem a "massa" a seu lado e está de volta ao verdadeiro futebol brasileiro. Além disso, a tradição vem sendo seguida: a base é valorizada, os jovens talentos têm chance no profissional e defendem a camisa alvinegra com "unhas e dentes", assim como os já citados Cerezo, Reinaldo e companhia fizeram no passado.

Que a volta à elite não iluda a diretoria de que o trabalho está pronto. Esse é apenas o começo, se quiserem dar ao Atlético e à sua torcida o que verdadeiramente merecem.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Violência nos estádios de futebol


A violência afasta cada vez mais as famílias e o grande público dos estádios brasileiros.

Alguns fatores dessa violência são muito conhecidos: os cânticos ofensivos das torcidas nos estádios; a péssima maneira como são tratados os torcedores, desde as longas filas para compra de ingressos (até mesmo quando vendidos antecipadamente), o problema com os cambistas, o trânsito para se chegar ao estádio, a dificuldade de estacionamento e os problemas dos transportes públicos.

Todos esses fatores contribuem para a "criação" de um ambiente hostil no estádio, onde o torcedor, impaciente com todos os problemas para chegar até aquele momento do jogo, acaba por se exaltar, principalmente quando o resultado não é favorável a seu time.

Alguns desses fatores são possíveis de serem revertidos, desde que cada partida seja organizada e encarada como um evento especial. Os clubes devem oferecer sempre o máximo de conforto e segurança para seus torcedores, que são a razão da existência da equipe e a chave do futebol.

Venda de ingressos antecipada e organizada, facilitação de vias de acesso para os estádios, lutar sempre por um maior número de policiais envolvidos no esquema de segurança da partida e melhorar as condições gerais dos estádios, como bares e banheiros, por exemplo. Tudo isso pode ser resumido em uma frase: respeitar o torcedor.

Essas práticas aliadas a leis severas e campanhas envolvendo jogadores para acabar com a violência podem dar resultado. Problemas acontecem, mas deve-se trabalhar para que sejam evitados.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Ipatinga FC: um exemplo de administração


“Administrativa e estruturalmente, o Ipatinga já tem condições de subir para a Série A. Não temos por que esperar mais”. Essas foram as palavras de Itair Machado, presidente do clube do Vale do Aço, que em oito anos já figura bem no cenário nacional. Campeão mineiro de 2005 (foto), vice-campeão do mesmo torneio em 2006 e semifinalista da Copa do Brasil, o Tigre conseguiu esse ano, finalmente, a vaga para a 2ª divisão do Campeonato Brasileiro, que o clube já "namorava" a algumas temporadas.

Boa administração = resultado dentro de campo

O bom trabalho da direção do clube é responsável direto por essa evolução no futebol. Com trabalho sério, dedicação e buscando apoio nos lugares corretos, o então pequeno Ipatinga
conseguiu um espaço considerável na mídia nos últimos anos. Esse espaço rendeu melhores patrocinadores e com isso melhores condições de se montar bons times. E é nesse ciclo que a equipe espera se manter para chegar em breve à elite do futebol nacional.

Uma das virtudes da atual direção é a busca por apoios na região. O clube recebe apoio da prefeitura da cidade e, atualmente, de 15 empresas do Vale do Aço. Esse apoio mantém a saúde financeira do Tigre e possibilita os investimentos, sempre comedidos, na formação do clube e em infra-estrutura.

Outro responsável pelo sucesso é a contratação de profissionais corretos para a comissão técnica, e a confiança dada para esses profissionais trabalharem. Buscou Nei Franco no Cruzeiro, num momento em que a base do time era de jogadores formados na Toca da Raposa, o que facilitou o entrosamento da equipe. O mesmo aconteceu com Alexandre Barroso, também ex-Cruzeiro, atual treinador da equipe.

Itair Machado nunca escondeu sua admiração pela administração Perrela no Cruzeiro, e sempre buscou seguir esse modelo de administração. Os resultados, assim como no clube celeste, apareceram.

O desafio, porém, é o mesmo que outras equipes já experimentaram no país, como o Bragantino no início da década de 90 e o São Caetano, no início dos anos 2000: conseguir se firmar na elite nacional e fazer crescer sua torcida.

E o Tigre já tem suas vantagens. Investe bastante em estrutura e busca sempre estreitar sua relação com o povo ipatinguense e da região, e vê a cada jogo mais público no Ipatingão.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Com estrutura de grande, pequeno clube Inglês é vendido

A imagem ao lado poderia ser apenas de um simples torcedor saindo da loja do "pequeno" clube inglês West Ham após algumas comprinhas.

Poderia, mas não é. A imagem mostra o islandês Eggert Magnusson, presidente da Federação de futebol do seu país, após acertar hoje pela manhã a compra do clube londrino,que voltou essa temporada à Premier League inglesa.

O valor da compra é baixo se comparado ao valor pago em transferências de jogadores na europa e tendo em vista o patrimônio do "pequeno" clube, como por lá é considerado: o consórcio do Islandês desembolsou 85 milhões de euros (equivalente a cerca de R$ 235 milhões) para a compra.

A ESTRUTURA DO "PEQUENO" CLUBE INGLÊS

O "pequeno " West Ham tem um belíssimo estádio, de deixar de boca aberta qualquer equipe ou torcedor brasileiro. O Upton Park, reformado a alguns anos, é um estádio moderno e fonte de diversas receitas para o clube.

É lá que está o museu da equipe, onde os torcedores têm contato constante com a história, os grandes times e ídolos dos Hammers, como é conhecido o clube. O Museu é apenas mais um atrativo para ir ao estádio em dias de jogos, já que, entre outros, ele também "hospeda" a loja oficial do clube, sempre muito movimentada a cada partida, como de costume em todos os estádios ingleses.

A equipe ainda possui boa estrutura de treinamentos, e tem em suas categorias de base sua principal força. Nos últimos anos, no "quintal de Upton Park" foram revelados ninguém menos que Rio Ferdinand, Franck Lampard e Joe Cole, expoentes da atual geração de jogadores ingleses.

Além disso, assim como boa parte das equipes da Premier League, o West Ham tem um canal próprio, assistido via internet: o WHUTV, com programação exclusiva do clube. Notícias sobre a equipe principal e as categorias de base, jogos ao vivo, acompanhamento de treinamentos e notícias da direção. A assinatura do canal pode ser mensal, por 4.99 libras, ou anual, por 49.99 libras, valor pequeno para a realidade do país.

E não se esqueçam: por lá, o West Ham é apenas "um pequeno clube londrino".