Ainda em dificuldades financeiras mas com a esperança de fazer boa campanha e se manter na Série A do Brasileirão no ano que vem, a Portuguesa vai se ajeitando para a temporada.
A primeira vitória foi a renovação de contrato com o treinador Vágner Benazzi, que se identificou bastante com o clube e é um dos poucos treinadores da Série A "com o time na mão" atualmente.
Após perder o lateral ofensivo Wilton Goiano para o São Caetano, a Lusa acertou nessa sexta-feira a contratação do também lateral-direito Patrício, que estava há três temporadas no Grêmio. O experiente defensor assumirá a camisa 2 lusitana na volta da equipe à elite.A equipe do Canindé anunciou também, nessa semana, a renovação de contrato do volante Dias, considerado peça importante no esquema de Benazzi. Outra luta que a equipe enfrenta nesse tempo de especulações é para manter o talentoso avançado Diogo, titular - a princípio - na seleção olímpica de Dunga. Diogo e Leonardo, lateral-esquerdo da equipe, são assediados por clubes brasileiros e europeus, e a venda de ao menos um deles é esperada para que o clube respire um pouco mais aliviado em termos financeiros no ano que se aproxima.
Do jeito que pode a lusinha vai se ajeitando para não fazer feio em 2008.
Direção cruz-maltina erra na escolha do treinador, mas acerta ao contratar talentoso atacante chileno.
A piada, gido, notícia da contratação de Romário perdeu um pouco de seu impacto negativo com o anúncio da contratação de José Luis Villanueva, rápido atacante chileno.
Villanueva, 26 anos, jgou junto de Conca na Universidad Católica e pretende reeditar com sucesso a parceria.
Rápido e de muita movimentação, o atacante apareceu bem no início da década, especialmente no pré-olímpico de 2004. Villanueva é a primeira boa contratação vascaína para a próxima temporada. Em um time bem armado, pode ser extremamente importante e decisivo. Será que Romário, o "professor", vai ajudar?
Não é piada. Ao menos, até agora, não: Romário é o novo técnico do Vasco.
Valdir Espinosa saiu e alguns nomes foram badalados em São Januário: Dorival Júnior,Geninho e Caio Júnior. Porém, nenhum desses parece se encaixar no perfil da direção do clube, digamos assim.
Apesar de aparentemente levar seu futebo a sério, a diretoria do Vasco mostrou que, infelizmente, é a mesma de outras trapalhadas: anunciou oficialmente o baixinho Romário como técnico do clube.
Então, para não ficar aqui, mais uma vez, "metendo ferro" em Eurico e cia, resolvi entrar no espírito brincalhão da cúpula cruz maltina. Em defesa deles, podemos afirmar que Romário, ao contrário de Dunga, por exemplo, já tem experiência como treinador. Tudo bem que o currículo é triste (corrigido por Diego Jaqueira, um dos nossos leitores) O curriculum não é tão triste como eu havia dito: tem uma vitória em um jogo, e não uma derrota em uma partida, como eu tinha postado. Por outro lado, o time foi eliminado. "Mas já é alguma coisa!" podem argumentar os vascaínos. Além disso, Romário conhece o grupo e fala a língua dos boleiros, argumentos que certamente Eurico terá de usar. Curioso é imaginar Romário assistindo VT's de jogos, estudando taticamente o adversário e dando treino duro para seus comandados.
Em termos de marketing, por um lado, a "jogada" parece boa: vai dar mídia pro clube sem que tenha que contratar jogadores de nível, coisa que não faz há um bom tempo. Por outro lado, virar piada nacional é muito ruim para a imagem do clube.
Ah, Vasco, tão grande e tão atrapalhado. E alguns vascaínos ainda defendem o Eurico. Brincadeira tem limite, né!?
Treinador e Palmeiras não chegam a acordo e anunciam fim do casamento.
Após um ano inteiro de especulações sobre sua saída do Palmeiras, Caio Júnior está, de vez, fora do clube. Respeitado internamente mas alvo de muita desconfiança dos dirigentes palmeirenses, Caio, agora sem clube, torna-se mais uma boa opção no mercado. Atlético Mineiro e Coritiba devem ter gostado da notícia.
Sem seu "Harry Potter", como foi "carinhosamente" apelidado o treinador pela imprensa paulista, o Verdão sai agora em busca de um comandante, com um nome liderando disparado a "bolsa de apostas" para assumir a posição: Dorival Júnior.
Dorival, renegado pelo Cruzeiro após levar a equipe à Libertadores, fez um ótimo 2008, com São Caetano e o já citado Cruzeiro. O Palmeiras seria o 2º grande clube de sua carreira, e certamente um bom lugar para que ele se desenvolva ainda mais e prove ter as inúmeras qualidades que demonstrou em meia temporada em Minas.
A escolha de Dorival parece também a mais correta. Um treinador coerente, tranquilo, nada polêmico, que pode ser capaz de trazer ares novos ao Palmeiras após a, de certa forma trágica, perda da vaga na Libertadores. A Copa do Brasil está aí e o Porco está de olho.
Além disso, opções no mercado são pucas, e dentre elas Dorival é, de longe, a melhor. Geninho anda com a imagem um pouco desgastada. Leão é persona non grata na imprensa paulista. Mano já acertou com o Timão e pronto, acabaram as opções "de ponta", por assim dizer.
Timão começa projeto para voltar à série A com contratação de Mano Menezes por valores astronômicos.
Desde que anunciou que não ficaria no Grêmio, Mano Menezes passou a ser o nome mais comentado do mercado. Inteligente, astuto, disciplinador e conhecedor dos caminhos da Libertadores, Mano era cogitado para assumir Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Porém, o treinador gaúcho surpreendeu a todos ao acertar com o Corinthians na missa de voltar à Série A.
Em termos técnicos, a contratação é excepcional para o Timão. Mano fez um bom trabalho no XV de Campo Bom e posteriomente, um grande trabalho no tricolor gaúcho, chegando à final da Libertadores esse ano. Vem credenciado ainda por tirar o Grêmio da segundona em 2005, tarefa que tentará reeditar no futebol paulista.
Por outro lado, a contratação pode ser considerada como um erro da direção corinthiana. Especula-se que Mano receberá um salário de R$ 360 mil mensais - a Folha de São Paulo afirma ser um valor menor, de R$250 mil -. Além disso, um prêmio altíssimo seria pago caso o objetivo de retornar à elite seja alcançado.
O curioso é que a contratação de Mano por tais valores veio dois dias após a diretoria divulgar, em seu site oficial, o balanço financeiro do clube. No total, a dívida corinthiana está avaliada em R$ 95 milhões. Além disso, durante todo o ano de 2007, inclusive já sob a administração de Andrés Sanches (foto), a justificativa para a contratação de jogadores desconhecidos e de nível técnico fraco era uma só: "não temos condições financeiras de contratar outros jogadores".
Por esse ponto de vista, a atual gestão corinthiana começou de maneira muito errada seu projeto para 2008. Ela repete atitudes da gestão anterior, a qual tanto critica, aparentemente sob o lema maquiavélico de que "os fins justificam os meios". Subir para a série A é, para o Corinthians, uma missão não muito complicada. Complicado é reestruturar uma equipe em frangalhos, sem comando e com atitudes diretivas claramente amadoras.
Mais uma vez, a instituição Sport Club Corinthians Paulista parece perder para a ambição de dirigentes amadores em busca de "mostrar serviço" para a imprensa ao invés de buscar sanar os problemas do clube, profissionalizando, de fato, seu futebol e tornando esse departamento viável financeiramente. Organização e profissionalismo são essenciais, mas não pode ser apenas da boca pra fora.
Erros da cúpula celeste põem em risco o Projeto Libertadores.
Quem viu o Cruzeiro em campo no meio do Brasileirão não poderia acreditar na queda de rendimento no final do campeonato. Mas a decepção do rendimento azul não fica apenas dentro das quatro linhas. Fora delas - nos bastidores - a diretoria estrelada vem dando provas que não é mais a mesma, se equivocando na construção do planejamento de 2008, que envolve a maior competição continental, conquistada duas vezes pela equipe.
O primeiro equívoco foi a precipitada demissão de Dorival Júnior. O treinador, que acertou um time "sem identidade" no decorrer do campeonato, fez um bom trabalho. De fato, Júnior "perdeu a mão" do time na reta final, mostrando que sua falta de experiência pode pesar em alguns momentos, faltando controle sobre o comportamento do time. Portanto, pelo aspecto técnico, demitir Dorival pode não ter sido tão errado assim.
Todavia, o plano que a cúpula cruzeirense tinha não funcionou. Apostaram que acertariam com Mano Menezes, então a "bola da vez" do mercado de treinadores. Mano surpreendeu a todos acertando com o Corinthians, onde ganhará um salário excepcional. O erro está aí: apostaram em Mano de olhos fechados, sem um plano b, e agora, com poucas opções de peso no mercado, o time vê em risco sua campanha na Libertadores.
Adilson Batista é a primeira opção, depois de toda essa confusão. O jovem treinador, que já comandou Grêmio, Figueirense, Paraná e Paysandú, além de times japoneses, foi zagueri celeste no início da década de 90, onde se tornou um ídolo da torcida, sendo um dos principais ícones da raça cruzeirense nas dupla conquista da Supercopa.
Geninho e Ney Franco correm por fora. A surpresa pode estar em Caio Júnior, que se diz dismotivado no Palmeiras após fracassar na busca pela vaga na Libertadores. Cuca poderia figurar na lista, mas é um nome que não tem sido ventilado pela imprensa mineira.
As precipitações e demora na montagem do planejamento para 2008, que envolve principalmente a Libertadores, é um grande erro da diretoria comandada por Alvimar, Zezé Perrela e Eduardo Maluf (foto). Já estamos em Dezembro, há menos de 2 meses da estréia cruzeirense na competição continental, e a equipe nem mesmo tem um treinador. Reforços, só os anunciados durante o ano: Apodi, bom lateral do Vitória, Marcelo Tavares, zagueiro que estava no futebol árabe, e Elicarlos, volante do Náutico.
Certamente o Cruzeiro larga, na Libertadores, muito atrás de alguns concorrentes, como o São Paulo - pronto há 3 anos -, o Flamengo, com a base montada e treinador definido, e outras equipes sul-americanas, como o Libertad, do Paraguai, surpresa nas últimas edições, e sempre forte Boca, que voltará a ter Riquelme vestindo a 10.
O fim de ano chegou e com ele vêm atualizações no Futbusiness.
Quando a temporada termina se inicia a fase das incertezas. A única certeza que se pode ter é que especulações e muita gente trocando de camisa vão acontecer no mercado do futebol nacional.
Porém, o início dessa fase de incertezas vem sendo dominadas por aqueles que não vestem, na acepção da palavra, a camisa dos times: os treinadores.
Aparentemente nunca se deu tanto importância àquele que treina e comanda a equipe à beira do campo como nos dias de hoje. Por isso, são eles, os treinadores, os protagonistas das primeiras especulações e mudanças do fim de ano.
MANO MENEZES
O gaúcho de cara amarrada é a bola da vez do mercado, ou melhor, era. Na noite dessa terça-feira, a assessoria de imprensa do atual vice-campeão da Libertadores, que há duas semanas avisou que não permaneceria no Grêmio, informou que o badalado treinador acertou contrato para comandar o Corinthians na Série B em 2008. Mano conseguiu driblar as espectativas que davam como certa sua ida para o Cruzeiro, onde disputaria, mais uma vez, a Libertadores. Mano surpreendeu a todos porque nos dois últimos dias esteve reunido com a cúpula celeste no Rio de Janeiro, onde participa de um fórum sobre futebol.
A decisão de Mano movimentará o mercado, pois o Cruzeiro, classificado para o grande torneio do continente, está agora sem técnico e à caça no mercado, após demitir precipitadamente Dorival Júnior. Cuca, Geninho e Caio Júnior aparecem como possíveis comandantes celestes.
Com a demissão, Dorival Júnior passou também a ser um dos nomes fortes no mercado. Desempregado mas credenciado por um 2007 sensacional, quando levou o fraco São Caetano à final do Paulistão e o Cruzeiro à Libertadores, Júnior é cobiçado por Palmeiras, Botafogo e Vasco. Esse último está oficialmente sem técnico, após confirmação, também nessa terça-feira, da não permanência de Valdir Espinosa, que segundo informações do sul do país, pode ser o novo comandante do Coritiba, recém-promovido à Série A.
Ufa! Especulações não faltam. E as análises de tudo que acontece - e acontecerá no mercado - você vai conferir aqui, no Futbusiness.