sexta-feira, 6 de abril de 2007

Mais um

Milionário americano compra cerca de 10% do Arsenal

Continuando a onda de compras e investimentos do exterior em clubes ingleses, o "multi-milionário" norte-americano Stan Kroenke comprou 9,99% das ações do Arsenal, por um valor estipulado em R$162 milhões ($81 milhões), segundo informou hoje a BBC.

Os norte-americanos parecem mesmo estar gostando da brincadeira. Em 2005 o Manchester United, um dos mais populares clubes do mundo, foi comprado por Malcom Glazer, mesmo sob muito protesto de sua torcida. Neste ano, Aston Villa e Liverpool também entraram na dança e foram adquiridos por empresas americanas.

Kroenke (foto), com sua empresa KSE, agora uma dos maiores acionistas do Arsenal, já está nos negócios do mundo do esporte a algum tempo. A empresa americana é dona também do Denver Nuggers, da NBA, e do time de hóckei no gelo Colorado Avalanche (também de Denver, EUA). A KSE tem participação ainda nas ações do St. Louis Rams, da NFL, a principal liga de futebol americano do país.

A onda é forte e tem levado os principais clubes ingleses de futebol. O Chelsea foi comprado por Roman Abramovich a alguns anos. Empresas norte americanas detém agora Liverpool e 10% das ações do Arsenal. O Manchester United também é de um americano e o Aston Villa agora pertence a um milionário Islandês. O fenômeno é curioso e exige estudos, mas não me parece tão perigoso.

A compra de 10% das ações do Arsenal é até normal, tendo em vista que a empresa é agora apenas mais uma acionista do clube, mas pode ser o início de um projeto de compra da totalidade das ações. Não vejo perigo, desde que não quebrem a tradição do clube e respeitem sua apaixonada torcida.

Afinal de contas, problema no futebol é não ter dinheiro, e não o contrário.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Leão não dirige mais o Corinthians. Fiel agradece.


O polêmico Émerson Leão não é mais técnico do Corinthians. Com um 2007 incrivelmente conturbado, o Timão foi precocemente eliminado do Campeonato Paulista, perdeu Nilmar - mais uma vez - por uma grave lesão e não conseguiu encontrar seu rumo.

Além disso, viu Christian, seu centro-avante que fazia um bom início de temporada, se transferir para o Internacional. Nenhum de seus reforços emplacou e a Fiel não aguentava mais ver Leão no comando da equipe.

Nessa semana foi oficializada a saída do experiente treinador, mas certamente isso não é sinal de bons tempos no Parque São Jorge. Leão não é - nem nunca foi - o único culpado pela atual situação do clube, que desde a conquista do Brasileiro de 2005 não consegue mais encontrar o "bom caminho". Brigas entre jogadores, greves de silêncio do elenco com a imprensa, falta de comando da diretoria e escassez de jogadores de nível no time são outros razões para o fraco desempenho.


Portanto, aquele que assumir o comando da barca corinthiana assumirá também uma verdadeira bomba relógio, capaz de explodir a qualquer momento. Por isso os principais cogitados para o cargo tem se desviado e rejeitado propostas. Entre eles estão Abel Braga, Paulo Autuori e Carlos Alberto Parreira, treinadores de ponta que parecem não querer - nem de longe - assumir o Corinthians, hoje mais um problema que um time de futebol.

A solução para essa situação parece mesmo muito complicada, mas não impossível. Aproveitar os talentos da base, contratar um treinador em busca de espaço no cenário nacional e investir em jovens jogadores com potencial, e não apenas em renegados por outros clubes.

É fácil dizer, mas em meio ao turbilhão chamado Corinthians, certamente é muito difícil colocar isso em prática.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Mourinho quer brasileiro, mas Abramovich não deve ajudar


José Mourinho, polêmico e competente treinador do Chelsea, afirmou essa semana que gostaria de contar com o zagueiro brasileiro Pepe, atualmente no Porto, na próxima temporada.

O defensor, desconhecido no Brasil, é um dos mais valorizados zagueiros no velho continente e deve ser bastante assediado quando a janela européia de transferências se abrir, ao término da atual temporada.

Nunca convocado para a Seleção Brasileira, Pepe é também assediado para jogar pela seleção portuguesa, comandada por Luis Felipe Scolari. Depois que Deco abriu as portas, não parece ser muito difícil que o defensor também siga esse caminho.

Abramovich não quer gastar?

O que causou estranhamento nas declarações de Mourinho foi que ele mesmo acredita que o manda-chuva do Chelsea, o magnata russo Roman Abramovich, não deve abrir os cofres para contratar o zagueiro brasileiro.

Até o milionário russo, que nunca economizou para reforçar seu time, parece agora conseguir entender que o futebol não se resume a simplesmente gastar caminhões de dinheiro para contratar bons jogadores.

Mourinho afirmou que, além dele, o próprio Abramovich entende que os blues já contam com grandes zagueiros, como Terry e Ricardo Carvalho, considerados os melhores do mundo por seu treinador, e que Pepe não teria espaço na equipe, apesar de todas suas qualidades.

Ainda assim, podemos ver o defensor jogando em Stanford Bridge, afinal de contas, incoerência e milhões de euros são a cara de Abramovich e do Chelsea.

Para quem não conhece, esse belo gol serve de cartões de visita do zagueirão dos Dragões.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Juve quer Saviola para próxima temporada


3 milhões de Euros. Esse é o valor que a Juve estipula que gastará para tirar "el conejo" Saviola da reserva do Barcelona.

O argentino, sempre considerado um dos mais promissores jogadores do país, está insatisfeito com sua situação no clube catalão. E com razão. Na atual temporada, sempre que foi solicitado ele foi um dos destaques do time, marcou muitos gols e completou bem o ataque barcelonista com Ronaldinho e Messi. Apesar disso, amarga a reserva e raramente tem sido utilizado por Frank Rijkaard.

A Juventus, às vistas de voltar à Série A do Calcio, se movimenta para reforçar sua equipe, já envelhecida, encabeçada por Buffon, Nedved e Del Piero. Saviola parece ser mesmo uma boa opção para o ataque alvinegro, e nos próximos dias a negociação pode ser selada.

Bom para a Juve, bom para Saviola e ruim para o Barça. Mas como o Rijkaard assim quer, a Vecchia Segnora agradece.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Ribery na mira do Arsenal

Franck Ribery, ponta da seleção francesa e do Olympique de Marseille, é o nome mais forte para se juntar ao elenco do Arsenal na próxima temporada. O treinador da equipe, Arsene Wenger, francês que a quase 10 anos dirige os Gunners, já conta com outros vários compatriotas no elenco, como Thierry Henry e Wilfred Gallas, ambos da seleção, e parece querer aumentar a brigada francesa no clube.

O jovem francês se destacou na Copa do Mundo de 2006, onde foi vice-campeão junto a Zidane, Henry e cia. Após o mundial, "the scarface", como é conhecido pela cicatriz q leva ao rosto, foi assediado por praticamente todos os grandes clubes europeus, mas preferiu se manter em Marseille, decisão contestada por especialistas e por seu treinador Raymond Domenech.


Agora, uma temporada depois da ebla atuação na Alemanha, a imprensa européia especula que o Arsenal pagaria 12 milhões de libras (quase R$50 milhões) para ter Ribery. Certamente seria um ótimo negócio para os Gunners e para Ribery, que precisa voltar aos holofotes do futebol mundial se quiser se firmar como um grande jogador.


E para quem não se lembra dos belos lances do jovem francês na Copa do Mundo, eis uma "palinha"do que ele fez na terra do churute. Esse gol é da vitória francesa sobre a Espanha, nas oitavas de finais, jogo que garantiu os Les Bleus contra o Brasil, naquele trágico jogo que é melhor nem nos lembrarmos.


domingo, 1 de abril de 2007

Lamentável - América Mineiro é rebaixado e chega ao fundo do poço


Foi simplesmente a crônica da morte mais anunciada do início do ano. Com uma péssima campanha no Campeonato Mineiro em 2007, somando apenas 4 pontos em 10 jogos disputados, com 8 derrotas, um empate e uma única vitória, o
América mineiro foi rebaixado da primeira divisão estadual..

O rebaixamento para o módulo II do "campeonato rural" é a mais dura humilhação sofrida pela nação americana em 95 anos de história. A caminhada para esse triste feito vem de longa data, a começar pela disputa da 3ª divisão nacional, que a equipe já amarga a 2 anos.

De quem é a culpa? Difícil responder. Diretorias, jogadores, crise financeira, tudo isso e mais um pouco. Quem paga o pato são os torcedores, hoje assumidos sofredores que mantém sua paixão apesar das derrotas e vergonhas do Coelho.

O que fazer ?

Ao invés de achar culpados e pensar no que poderia ser feito, o trabalho agora é focar no futuro. O passado serve apenas para que os dirigentes resgatem, finalmente, a tradição do clube, valorizando as categorias de base e fazendo da equipe, de fato, uma equipe mineira, sendo a porta de entrada para o cenário nacional (ou ao menos para clubes grandes) de jogadores que se destaquem no interior do estado.

Os dirigentes, culpados ou não, devem parar de reclamar dos problemas financeiros e simplesmente encarar esse problema de frente. A alegação de que o clube gasta, com futebol, R$450 mil por mês e tem como receita menos de R$100 mil não pode ser uma desculpa para má gestão. A regra deve ser sempre gastar menos que se arrecada. Independentemente do valor, deve-se seguí-la à risca.

As categorias de base, as tão tradicionais e sempre produtivas "escolas" do Coelho, têm que ser aproveitadas. Seus jogadores devem ter chance no profissional, ao invés de ficarem à sombra de atletas de 3ª e 4ª linha de times de outros estados.

O América, como diz teu nome, é mineiro. Que também não se esqueçam disso, que não tragam bondes de empresários de outros estados, o que vem acontecendo ja a alguns anos.

E por fim, que honrem também a hoje pequena, mas apaixonada torcida verde e preta. Que a respeitem.

O América é muito grande para essa situação. Mas será muito pequeno se dela não sair.

domingo, 4 de março de 2007

Marcas multinacionais dominam o futebol

Foi - se tempo que apenas marcas nacionais (ou multinacionais a muito tempo "erradicadas" no país) mandavam no mercado do futebol brasileiro.


Penalty e Topper, dentre as empresas de material esportivo, resistiram por muito tempo, lutaram árduamente, mas perderam a hegemonia entre os times brasileiros já a alguns anos. E a "decadência", nesse sentido, continua, já que praticamente perderam total participação entre os principais clubes do país.


Hoje, Nike, Adidas, Puma, Diadora e Reebok são as poderosas e sob as vestes delas estão os principais clubes brasileiros.


O interessante é que a mudança não se resume a fornecedores de material esportivo. De alguns anos pra cá, as multinacionais se tornaram patrocinadoras das equipes, dando menos espaço para empresas ou grupos nacionais, que agora se contentam, em alguns casos, com as mangas das camisas.

Na lista das multinacionais novas participantes do "negócio futebol" estão a LG, com o São Paulo, a "extinta" Siemens e a Xerox, com o Cruzeiro, a Samsung, com o Corinthians e a Panasonic, com o Santos.


Vale lembrar que a parceria Palmeiras - Parmalat foi o grande incentivo para esse fenômeno, que não é apenas brasileiro. No mundo todo isso acontece. A globalização está aí, as barreiras nacionais não existem, a bola rola no mundo todo, os mercados são globais e a tv mostra tudo isso para todo mundo.



Na Inglaterra, por exemplo, os três principais times, Arsenal, Chelsea e Manchester United são patrocinados por empresas "não inglesas": Fly Emirates (que inclusive é parceira do Arsenal em seu novíssimo estádio), Samsung e AIG, respectivamente.


Não importa o país de origem nem o clube que está sendo patrocinado, a verdade é que os clubes precisam do dinheiro e quem investir mais terá sua marca estampada.